Nos últimos anos, especialmente neste contexto de guerra tarifária, a palavra que mais tem chamado minha atenção e suscitado reflexões é “diplomacia”.
Se no cenário global a diplomacia é essencial para evitar conflitos econômicos, no dia a dia ela tem um papel igualmente valioso: evitar desgastes desnecessários e tornar nossas relações mais harmoniosas.
A importância da diplomacia nas interações pessoais é imensa, e é preciso refletir sobre quanto perdemos ao não praticá-la com mais frequência. Pequenas desavenças se transformam em abismos porque nos falta a humildade de deixar o orgulho de lado, abrir o coração e vestir-se de diplomacia, tornando a vida mais leve e bela.
Recentemente, quase me deixei levar pela irritação quando um amigo insinuou que eu era “comunista”, usando o termo de forma pejorativa, como tantas pessoas de direita gostam de fazer. No momento, a reação foi de indignação, mas percebo agora que foi inútil.
As palavras podem ferir tanto quanto olhares e, em certas circunstâncias, até mais do que a realidade ao nosso redor.
Preciso aprender a me cuidar melhor, ouvir mais música, escrever histórias e poemas a partir das minhas vivências. A diplomacia, que tanto admiro, ainda habita pouco em mim. E não há nada mais triste do que uma pessoa pobre, desmilinguida e orgulhosa.
Na farmácia e em outros balcões da vida, a diplomacia é escassa. Mas talvez, se aprendêssemos a vestir-nos de diplomacia com mais frequência, o mundo fosse um lugar menos áspero e mais generoso.
Mas essa é só uma reflexão de quem tenta, a cada dia, ser um pouco mais diplomático.
🌾🍁🌾🍁🌾🍁🌾