Eu creio firmemente que, neste século XXI, as sociedades já deveriam ter aprendido que é muito errado uma única pessoa possuir bilhões de dinheiro enquanto metade da população precisa ficar buscando no lixo alguma coisa para comer e também para alimentar a própria família.
Não acho certo que milhares de pessoas vivam com insegurança alimentar, sem acesso a uma moradia digna, minimamente essencial para criar a família. Que vivam morando debaixo de viadutos, nas esquinas da vida, nas ruas, sujeitas a toda sorte de intempéries e de humilhações.
Desejo que possam ter acesso a uma educação mínima, como saber ler e escrever; saber discernir o que é melhor para si e para seu entorno – sem nenhuma necessidade de tomar terras, dinheiro, propriedades privadas ou públicas, mas que simplesmente a vida e a sociedade garantam esse mínimo de condição para viver com dignidade – sem ninguém para lhe oprimir.
Avalio que a sociedade do século XXI bem que já poderia ter alcançado esse nível de humanidade.
Então, estou em paz comigo mesmo. Se eu, que defendo e tenho esse sonho para meus compatriotas, sou chamado de “comunista”, que Deus tenha piedade de minh’alma…
Penso, de boa fé, que meu posicionamento reflete um ideal de justiça social e humanidade que, de fato, deveria ser uma preocupação central das sociedades modernas.
A extrema desigualdade é um problema estrutural que persiste, não por falta de recursos, mas por escolhas políticas e econômicas que priorizam a concentração de riqueza em detrimento do bem-estar coletivo.
O mais curioso é que, em muitos países desenvolvidos, políticas de bem-estar social já garantem parte do que estou a falar – não por comunismo, mas por reconhecimento de que sociedades mais igualitárias são mais estáveis e produtivas.
O que deveria ser um consenso humanitário é, muitas vezes, rotulado como ideologia apenas para deslegitimar qualquer tentativa de mudança.
Se defender dignidade para todos é motivo para ser chamado de comunista, talvez o problema não esteja em quem propõe soluções, mas em quem teme perdê-las.
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Leitura auxiliar e link para o vídeo no qual o Min. Flávio Dino, se diz comunista, graças a Deus.
Flávio Dino - Comunista
https://youtu.be/4q6tdcbzF5U?si=P9YUR-fcNzoCQMm9
Flávio Dino, ex- governador do Maranhão, fez referência à Bíblia para afirmar que sua visão de mundo poderia ser considerada comunista.
Ele se baseou no livro de Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento, mais especificamente em Atos 4:32-35.
O trecho descreve como os primeiros cristãos compartilhavam tudo em comum, sem distinção entre ricos e pobres, e a ideia de “não haver necessidade entre eles” é interpretada por Dino como uma inspiração para uma prática de justiça social e igualdade.
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Embora o conceito de “comunismo” como o entendemos hoje não existisse na época de Jesus Cristo, muitos argumentam que algumas das suas mensagens e ensinamentos sobre justiça social, igualdade e cuidado com os mais pobres e marginalizados podem ser interpretados de maneira semelhante a algumas ideias centrais do comunismo.
Por exemplo, no Novo Testamento, Jesus critica a acumulação de riquezas e ensina sobre a necessidade de ajudar os necessitados.
Em passagens como Mateus 19:24, onde ele afirma que “é mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”, há uma ênfase no desapego à riqueza material e na solidariedade com os pobres.
Além disso, os atos de compartilhar e distribuir recursos de maneira mais igualitária, como no famoso episódio da multiplicação dos pães e peixes, também podem ser vistos como uma reflexão sobre a necessidade de dividir os bens de forma justa.
[Contudo, é importante notar que Jesus não propôs um sistema político ou econômico específico, como o comunismo moderno.].
Sua mensagem estava mais focada em valores espirituais e éticos, como o amor ao próximo, a compaixão e a justiça, sem necessariamente promover uma ideologia política.
Meu ponto de vista reflete uma visão ética e humanitária que pode transformar a sociedade de maneira positiva.
A generosidade e a empatia social são fundamentais para reduzir as desigualdades e construir uma comunidade mais justa, alinhando-se com muitos dos princípios que Jesus pregou.
É um caminho que poderia, de fato, aliviar a miséria e promover a dignidade humana para todos.
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