Julio César Fernandes
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Textos

Eu, comunista?!

 

Eu creio firmemente que, neste século XXI, as sociedades já deveriam ter aprendido que é muito errado uma única pessoa possuir bilhões de dinheiro enquanto metade da população precisa ficar buscando no lixo alguma coisa para comer e também para alimentar a própria família.

 

Não acho certo que milhares de pessoas vivam com insegurança alimentar, sem acesso a uma moradia digna, minimamente essencial para criar a família. Que vivam morando debaixo de viadutos, nas esquinas da vida, nas ruas, sujeitas a toda sorte de intempéries e de humilhações.

 

Desejo que possam ter acesso a uma educação mínima, como saber ler e escrever; saber discernir o que é melhor para si e para seu entorno – sem nenhuma necessidade de tomar terras, dinheiro, propriedades privadas ou públicas, mas que simplesmente a vida e a sociedade garantam esse mínimo de condição para viver com dignidade – sem ninguém para lhe oprimir.

 

Avalio que a sociedade do século XXI bem que já poderia ter alcançado esse nível de humanidade.

 

Então, estou em paz comigo mesmo. Se eu, que defendo e tenho esse sonho para meus compatriotas, sou chamado de “comunista”, que Deus tenha piedade de minh’alma…

 

Penso, de boa fé, que meu posicionamento reflete um ideal de justiça social e humanidade que, de fato, deveria ser uma preocupação central das sociedades modernas.

 

A extrema desigualdade é um problema estrutural que persiste, não por falta de recursos, mas por escolhas políticas e econômicas que priorizam a concentração de riqueza em detrimento do bem-estar coletivo.

 

O mais curioso é que, em muitos países desenvolvidos, políticas de bem-estar social já garantem parte do que estou a falar – não por comunismo, mas por reconhecimento de que sociedades mais igualitárias são mais estáveis e produtivas.

 

O que deveria ser um consenso humanitário é, muitas vezes, rotulado como ideologia apenas para deslegitimar qualquer tentativa de mudança.

 

Se defender dignidade para todos é motivo para ser chamado de comunista, talvez o problema não esteja em quem propõe soluções, mas em quem teme perdê-las.

 

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Leitura auxiliar e link para o vídeo no qual o Min. Flávio Dino, se diz comunista, graças a Deus. 
 

Flávio Dino - Comunista

 

https://youtu.be/4q6tdcbzF5U?si=P9YUR-fcNzoCQMm9

 

Flávio Dino, ex- governador do Maranhão, fez referência à Bíblia para afirmar que sua visão de mundo poderia ser considerada comunista.
 

Ele se baseou no livro de Atos dos Apóstolos, no Novo Testamento, mais especificamente em Atos 4:32-35.
O trecho descreve como os primeiros cristãos compartilhavam tudo em comum, sem distinção entre ricos e pobres, e a ideia de “não haver necessidade entre eles” é interpretada por Dino como uma inspiração para uma prática de justiça social e igualdade.

 

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Embora o conceito de “comunismo” como o entendemos hoje não existisse na época de Jesus Cristo, muitos argumentam que algumas das suas mensagens e ensinamentos sobre justiça social, igualdade e cuidado com os mais pobres e marginalizados podem ser interpretados de maneira semelhante a algumas ideias centrais do comunismo.

 

Por exemplo, no Novo Testamento, Jesus critica a acumulação de riquezas e ensina sobre a necessidade de ajudar os necessitados. 

 

Em passagens como Mateus 19:24, onde ele afirma que “é mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”, há uma ênfase no desapego à riqueza material e na solidariedade com os pobres. 

 

Além disso, os atos de compartilhar e distribuir recursos de maneira mais igualitária, como no famoso episódio da multiplicação dos pães e peixes, também podem ser vistos como uma reflexão sobre a necessidade de dividir os bens de forma justa.

 

[Contudo, é importante notar que Jesus não propôs um sistema político ou econômico específico, como o comunismo moderno.].

 

Sua mensagem estava mais focada em valores espirituais e éticos, como o amor ao próximo, a compaixão e a justiça, sem necessariamente promover uma ideologia política. 
 

Meu ponto de vista reflete uma visão ética e humanitária que pode transformar a sociedade de maneira positiva. 

A generosidade e a empatia social são fundamentais para reduzir as desigualdades e construir uma comunidade mais justa, alinhando-se com muitos dos princípios que Jesus pregou.
 

É um caminho que poderia, de fato, aliviar a miséria e promover a dignidade humana para todos.

 

 

                                🍁🍀🌾

 

 

 

 

 

 

Julio Cesar Fernandes
Enviado por Julio Cesar Fernandes em 04/03/2025
Alterado em 04/03/2025
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